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ESTÓRIA DO MEU NOME

por sopa-de-letras, em 05.10.13

 

Mê avô era abegão

Mê pai era fêtori

Lutando pelo sê pão

Á chuva e ó calori

 

Nasci no monte da Caêra

No sítio onde fui gerada

Sou filha duma cefêra

Sou neta da Ti Bernarda

 

Quiseram dar-me ó nasceri

O nome de Liberdadi

Mas isso nã pôde seri

Por regras da sociedadi

 

Tudo era censurado

E a palavra era perigosa

E o mê padrinho, zangado

Nã quis saber de mais prosa

 

A madrinha atarantada

Sem nada mais lhe ocorreri

Lá chamou então Bernarda

Aquele pequeno seri

 

D'avó herdei sem quereri

E da outra qu'herdaria?

Nã há muito que saberi

Sê lindo nomi Maria

 

 

Mas certo dia um pastori

Olhando p'ra criancinha

Disse,

Que nomi feio, que horrori

 

A partir de hoje, és Nádinha.

 

BL 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:54


POEMA ALENTEJANO II

por sopa-de-letras, em 05.10.13

 

 

Quando me dá a sonêra

Nã há quem me possa aturari

Vou esticari o mê esqueleto

Voume embora a descansari

 

BL

 

 

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publicado às 01:32


POEMA ALENTEJANO

por sopa-de-letras, em 05.10.13

 

 

 

Aventête com um bêjo

Dêtastezeo fora

Ora quêra Deus

Nam no quêras agora

 

As vezes picate a mosca

E ê cá fico pensando

Que se calhar tu m'amas

E nam queres cande penando

 

Dame masé um abraço

Depressa antes quê morra

Atão mas tu nam sabes

Quê gosto de ti, porra???

 

PS:

Tava amanhando estes versos

Viestes á minha alembrança

E logo o mê coração

Todo se animou de esperança

 

BL

 

 

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publicado às 01:07

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