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CIGANOS, FOLHAS SOLTAS AO VENTO

por sopa-de-letras, em 27.07.13

 

Ha dias, fui com o Andre ate ao lago, dar comida aos cisnes.

Era final de dia, e estava muito agradavel.

Cumprimos a nossa missao, e depois das muitas tentativas vas, por parte do meu companheiro, de apanhar algum peixe, com a rede de cabo que ele insistiu em levar, resolvemos mudar de sitio.

Talvez noutra zona do lago, o Andre tivesse mais sorte.

Fomos para a zona onde, normalmente, toda a gente vai.

Nao estava ninguem, mas mal chegamos,chegou uma familia.

Um casal, cinco filhos e dois caes.

Era uma familia cigana.

A crianca mais velha, nao teria mais do que oito anos, e a mais nova, ainda na cadeira de bebe, teria um ano, mais coisa menos coisa.

Ficamos a saber que o mais velho se chamava Antonio, e a seguinte, Angelina.

O cao, do tipo galgo, mas ainda cachorro, chamava-se Amigo, e a cadela, uma huskie, ja adulta, Astra.

Nao soubemos mais nomes.

Percebemos que nao eram de ca, nao so pelo aspecto latino, (os ciganos daqui sao de origem irlandesa), como tambem, pelo idioma que o casal falava entre si.

Talvez romenos, talvez polacos, talvez hungaros...

As criancas falavam ingles, pronunciando o nome do cao com sotaque....Amigao

Ele com o cabelo comprido apanhado na nuca, num farto rabo de cavalo.

Alto, bem constituido, corpo atletico.

Ela de cabelo comprido, solto, corpinho de gazela.

Era dificil acreditar que aquela mulher ja tivera todos aqueles filhos.

Fiquei ali encostada `a cerca a observa-los, enquanto o meu neto fazia mais umas tentativas de apanhar o que quer que fosse.

Imaginei que talvez vivessem numa das mansoes proximas.

Mas podiam ter  vindo de carro de outro sitio qualquer.

Uma coisa `e certa, nao sao nomadas...nao ha aqui.

Fascinam-me os ciganos, embora tenha crescido convencida de que nao sao flor que se cheire.

Admiro-os pela coragem que teem de viver como vivem. Pela garra com que defendem e preservam as suas tradicoes. Por usarem entre si codigos de honra, coisa que nao existe na nossa sociedade.

 

 

Gosto muito deste filme...acho que foi nele que me "apaixonei " pelo Johnny Depp.

THE MAN WHO CRIED

O HOMEM QUE CHOROU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 02:06