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EXPLOSAO DE EMOCOES

por sopa-de-letras, em 16.07.17

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https://youtu.be/SE4tolBqL6M

https://youtu.be/Ac4GgPssQr0

 

Hoje foi um dia especial que me emocionou e me causou alegria. 

Na Mouraria e, por ocasiao do Tributo ao fadista Fernando Mauricio, filho do bairro e falecido ha 14 anos, no dia 15 de Julho, assisti a momentos inesqueciveis.

Outros filhos do bairro, felizmente bem vivos, reencontravam-se , apos uma ausencia de muitos anos.

`E claro que houve abracos e lagrimas, e dizia-me um deles:

Sabe o que `e??? Nos somos os ultimos desta geracao e ja nao vamos ca andar muito tempo.

No brilho dos seus olhos lacrimejantes eu li a pena com que as palavras eram pronunciadas.

Tudo isto tendo como testemunha a esquina da carismatica Rua do Capelao, onde se encontra o monumento que homenageia o fado e a guitarra portuguesa.

Fiquei a pensar que, de facto, esta geracao que esta a findar, leva consigo uma forma de sentir e de viver unicas; e tenho muita pena das novas geracoes, porque, do meu ponto de vista, sao bem mais infelizes do que nos.

Ficou-me tambem o sentimento que sempre me assalta em situacoes deste calibre...Isto `e a felicidade...a felicidade no seu todo nao existe...sao este pequenos momentos , duma intensidade sem par, que sao a felicidade.

Hoje eu fui feliz. Obrigada Jorge Miguel.

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publicado às 21:05


PERDER UM FILHO

por sopa-de-letras, em 07.07.17

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Quando a fatalidade bate á nossa porta e nos leva um filho...

Colapsamos !!!

`E assim como o estilhaçar de um cristal perante a vibração da má sorte.

Nós sentimos que, por muito que tenhamos errado na vida, não merecemos aquilo.

Ninguem merece uma coisa assim.

Ninguem merece a desgraça de sobreviver a um filho.

Chegamos a sentir que não temos o direito de estar vivos.

De tanto sofrer, a gente deixa até de sentir. Contraditório? Olhe que não.

Somente quem já perdeu um filho sabe do que falo.

Tudo dentro de nós se desintegra.

Recusamo-nos , terminantemente, a aceitar que aquilo não é um pesadelo, e a unica coisa que queremos `e acordar dele.

Não queremos viver...não queremos nada....apenas acordar do pesadelo.

O tempo vai passando, e de vez em quando, olhamos para fora de nós, e surpreendemo-nos com o, normal, andamento do mundo.

Como `e possivel que o mundo continue a girar, alheio `a nossa

catástrofe ?!...pensamos.

Pouco a pouco, vamos percebendo que não `e um sonho mau, um pesadelo, e lentamente, vamo-nos adaptando `a nossa nova realidade.

A nossa vida nunca mais volta a ser como era antes.

Aprendemos a viver com aquilo dentro de nós.

Pensar que nunca mais voltamos a ver a nossa " criança " não ajuda nada.

`E preciso refazer toda uma forma de pensar e de sentir.

Em vez de chorarmos de sofrimento porque perdemos,

devemos deixar entrar a paz e a gratidão , porque um dia tivemos a felicidade de ter aquele ser em nossa vida.

Varia de pessoa para pessoa o tempo de reabilitação .

Cada um tem o seu tempo.

Admiro, sinceramente, as mães e os pais que sobrevivem aos filhos.

Sei, por experiência própria, quanta coragem `e necessaria. Conheco bem o percurso.

Completam-se hoje dez anos após a partida da minha filha, e eu morro de saudade daquela gargalhada cristalina que ainda ecoa, e sempre ira ecoar, dentro de mim.

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publicado às 12:14

mytaste.pt



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