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DUSK AND SHADOW

por sopa-de-letras, em 13.06.17

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3.
What the...? It just turned towards the window.
Can you see me? I can feel your eyes on me. I can only see your shadow though. Does it even have eyes? It makes no sense. I can't see IT. Only its shadow. So, how can it...Whatever it is, whatever it has instead of eyes, it can...sense me.
It's standing near the window. So still. It makes no sense. I can't see IT. Only its shadow. So, how can it see... It's gone!
It just vanished! Maybe if I lean as far right as the window will...nope, can't see it. Maybe if I open the window... aaand the lights turned off. What is going on?
Maybe I should get some sleep...
(But I saw it!!!)
...and forget my uneasiness. It's dusk. Only dusk.

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publicado às 22:00


A MORTE DO ZE MARIA

por sopa-de-letras, em 13.06.17

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A Morte do Zé Maria
Uma lenda por Francisco Letras

Morreu hoje o Zé Maria num asilo em Aljustrel,
Baixo Alentejo, Portugal,
Sería a saudade e o desanimo, talvez a velhice ou um desejo
Que o levou ao ponto final.
Enrugado e isolado, pelo asilo abandonado
Por familia sempre ocupada, e sem o poderem vir ver,
Coitado pra li ficou e a vida desbobinou, a sofrer até morrer.
O Zé Maria foi filho, foi pai, avo, foi irmão,
Foi estudante e soldado, trabalhador, empregado, foi escoteiro e foi cristão,
Foi dono de um chafariz que ainda hoje condiz em cima de um barrancão,
E dizem que quando, defendeu o seu paíz, que o fez com distinção.
Sem balas suficientes, defendeu um montão de gente
De um ataque terrorista, e á base da sua coragem, manteu outra vez a vantagem
Ao governo facista.
Depois da revolução voltou para a sua nação cheio de honra e de esperança,
Mas dentro da democracia sentiu tanta patifaria que sózinho emigrou pra França.
Tudo o que para lá ganhou, e o pouco que lá poupou mandou para o seu pessoal,
Até que já velho e cansado, completamente estourado retornou á sua terra natal.
Tería comprado uma casinha, pequena, caiada, coitadinha
De aparencia muito singela,
As ambições do pessoal, logo se mostraram a final ao
Resolverem se ver livre de ela.
A casa do Zé Maria, entre a velha padaria e a farmácia do Manel Danilo,
Venderam-na com lucro calculado,
E o Zé Maria coitado lá foi caír pró asilo.
Dizem que morreu de desgosto, pois aí esteve desde agosto
Sem visitas receber,
Um homem que deu tanto amor,
Despendido com rancor,
Não dá para perceber.
E foi então nest dia
Que o nosso amigo Zé Maria
Chegou ao seu ponto final
Apesar de ser bonzinho
Morreu abandonado e sózinho
Em Aljustrel, Portugal.

 

Chico Letras

12.06.2017

21h

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publicado às 10:03


SHADOW

por sopa-de-letras, em 13.06.17

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2.
Tonight the house was consumed by darkness, except for the faint night light emanating from the farthest window.
Is 8 o'clock too early to be in bed? I suppose not, if you have to be up early, like 5 or 6. Besides, people are allowed to change their habits once in a while without arousing the suspicion of their neighbours, right?
So why do I feel so uneasy? Could it be the shadow on the wall I can see through the farthest window?
It looks like the shadow of a person hunched over something. Like a parent watching over their child as they sleep soundly in their beds. Like a guardian angel watching over an innocent as they dream. Like a witch watching over a cauldron as their latest brew bubbles happily. Like a hunter watching over his prey as it writhes on the floor. Like a child looking over an ant with a magnifying glass.
Shit! It moved!

Ana Rice-Wallace

12.06.2017

22h

 

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publicado às 09:30

mytaste.pt



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