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UM DIA DIFERENTE

por sopa-de-letras, em 29.10.16

 

Perto das dez da manha, os meus amigos chegaram para me apanhar, e la partimos os quatro a caminho de Somerset. Mais propriamente, Stentwood Farm, Devon.

Fomos visitar o filho do meu amigo, que procurando encontrar o seu caminho no mundo, escolheu viver numa comunidade ( pelo menos por enquanto), que tem as suas raizes assentes na biblia.

Nao sou religiosa, ou melhor ja nasci catolica, mas sou catolica nao praticante.

As religioes nao me convencem, principalmente porque estou convencida que quase todas as guerras teem como base a religiao.

Mas tenho muita curiosidade relativamente a outras formas de estar no mundo, diferentes da minha.

Esta comunidade, aqui em Somerset, tem cerca de meia centena de pessoas.

Sao quase autosuficientes, e vivem como se vivia ha cinquenta anos, sem tv, sem computador, sem telemoveis.

Cultivam, criam galinhas, cozinham, fazem o proprio pao.

Mais abaixo deixarei uma breve explicacao de quem sao.

Falando do dia de hoje, do qual gostei muito...almocei uma piza gostosissima, feita na hora em forno de lenha.

Bebi um copo de sumo de macas, prensadas na hora, natural e 100 por cento puro, e por fim tive direito a um delicioso bolo de canela, macas e passas.

Sentei-me `a volta da lareira gigante, no meio da quinta, com muitas outras pessoas, duma simpatia extrema, como hoje em dia ja nao se encontra. Tambem junto `a lareira alguns membros residentes tocavam violino, viola e outros instrumentos que nao sei denominar.

As criancas, com uns paus de cerca de dois metros de comprimento, assavam pedacos de massa de fazer pao.

Depois de pronto e retirado do pau, ficava uma especie de tubo que eles enchiam com doces de frutos.

Ao meu lado estava sentada Sarah, mulher cuja idade rondaria os cinquenta. Em portugues sabia dizer obrigada e nao, pois ja vivera numa comunidade no Brasil. Entendia espanhol porque ja vivera numa comunidade perto de Irum. Em Franca vivera durante treze anos na mesma comunidade , falava frances fluente. Tambem ja vivera nos Estados Unidos. E depois de Somerset iria para a Republica Checa. Nao lhe perguntei de onde era, mas tenho a certeza que nao era inglesa, apesar do seu ingles perfeito. Talvez fosse alema.

Tambem nao lhe perguntei se era feliz, mas parecia ser, e muito.

Nao fiz as perguntas que gostaria de ter feito, e nem pedi para tirar fotos, embora tivesse a camera no carro.

Estava um pouco inibida, receando ser indelicada, por isso nao o fiz.

 

Aqui fica alguma informacao que recolhi da internet sobre esta comunidade " AS 12 TRIBOS DE ISRAEL" :

http://www.twelvetribes.com/community/stentwood-farm

 

 

A História do Israel

A história de Israel não pode ser construída seguindo-se as linhas dos estudos normais, pois se baseia em documentos (antigo testamento) que não são apenas históricos em seu caráter. O Antigo Testamento é acima de tudo, teológico, e não é literatura meramente histórica. Isto significa que será necessário abordagens teológicas e não históricas para conduzir ao propósito fundamental desse artigo.

A história de Israel não começa com Moisés, com os acontecimentos do êxodo ou com a aliança. Porém, a compreensão dos relatos tais como; a origem de Israel, seu trabalho e destino, foram sem dúvidas, preparada por Moisés nas planícies de Moabe, onde o profeta também manifestou seus dotes e habilidades de historiador.

Na criação da torá, sua obra – prima, Moisés serviu como testemunha ocular e fundamental para interpretação e compreensão desse povo.

Israel teve sua origem em Abrão, pois foi através desse homem e da aliança feita com ele, deu-se inicio a Israel. “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”. Genesis 12:1-2.

Deus aparece a Abrão, faz-lhe uma promessa de ser pai de uma grande nação, mas existia um porém na vida de Abrão ele não tinha filhos, incrível foi a reação de Abrão mediante a proposta de Deus, embora ele não conhecesse esse Deus não pensou duas vezes em sair de sua terra e parentela para ser pai dessa grande nação. Não ligou se não tinha filhos, apenas obedeceu.

Não vamos se ater aos detalhes da vida de Abraão, prepararemos um artigos falando apenas desse homem, que no livros do Hebreus ficou conhecido com o pai da fé.

Deus cumpre a promessa na vida de Abraão em meio muitas inda e vindas, ele se torna pai de Isaque, alimentando assim a promessa e a esperança que seria pai de uma grande nação.

Abraão morre e não consegue presenciar o nascimento de seus dois netos Esaú e Jacó, do segundo sairia a grande nação de Israel

Nascimento das 12 tribos de Israel

Jacó teve duas esposas, na qual trabalhou por 14 anos para possuir as duas. A primeira esposa de Jacó deveria ser Raquel, porém enganado pelo seu sogro casou-se com Lea sua cunhada, e futuramente ele casa-se com Raquel.  Genesis 29.

O primeiro herdeiro de Israel foi Ruben, filho de Lea, essa por sua vez era fértil e Raquel sua irmã tinha certa dificuldades para dar um filho a seu esposo, porém Jacó sempre amou mais Raquel.

Segundo filho de Jacó Simeão, e logo em seguida veio Levi, todos estes filho de Lea, com uma fertilidade tão grande ela zombava e provocava sua irmã, pois Raquel ainda não havia dado filhos a Jacó.

E para alegria de Lea e total tristeza de Raquel nasce mais um menino dessa vez é dado o nome de Judá (Tribo que daria o nome a religião Judaica), Raquel vendo que não podia dar filhos a Jacó, pede que ele se deite com sua serva Billa, e através de sua serva Raquel concede um filho a Jacó e coloca seu nome de Dã (Tribo que não foi contada em apocalipse). Billa concede outro filho e coloca o nome deste de Naftali.

Mesmo tendo dado vários filhos a Jacó, Lea pede que ele se deite também com sua serva e através dela nasce Gade (Tribo de Guerra) e Aser.

Depois de todos esses nascimentos tem mais ainda, Lea concede mais dois filhos e uma filha a Jacó; Diná (a que foi molestada), Issacar e Zebulon. Raquel também por vez é abençoada por Deus e concede dois Filhos a Jacó; José e Benjamim.

Pode ter ficado um pouco confuso os nascimentos dos 12 filhos de Jacó, porém precisamos resumir essa parte para explicar outros detalhes, vamos escrever sobre cada tribo assim que possível.

Você deve estar se perguntando são 12 tribos de Israel porque então são filhos de Jacó? Eu te respondo essa questão;

Após o nascimento dos seus filhos Jacó é obrigado a sair da casa de seu sogro e retorna para casa de seus pais, porém como não foi mencionado nesse artigo, ele saiu fugido da casa de seu pai Isaque, devido ter roubado sua primogenitura.

Na caminhada de volta para casa seu irmão o espera para confronta-lo, é nesse momento que Jacó, se retira de perto seus familiares para buscar uma resposta de Deus, de como seria seu encontro com Esaú. Acontece que Deus envia um anjo e Jacó batalha com ele a noite toda e este muda o nome de Jacó para Israel, por ter batalhado com Deus.

Nascem – se então as tribos de Israel. Hoje é o Pais de Israel.

Sua origem Abraão, seu destino: Povo escolhido por Deus, Sua Missão fazer a diferença no mundo.

Todos nós hoje somos a Israel de Cristo.

Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar e Zebulon, José e Benjamim.

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publicado às 19:26


A VIDA E A CIENCIA

por sopa-de-letras, em 29.10.16

Enquanto nao somos atingidos pela doenca, nem nos apercebemos do quao importante `e a vida saudavel.

Mas quando a doenca nos atinge, esperamos que os medicos sejam deuses.

Essa expectativa de que nos venha da medicina o milagre que, muitas vezes, so o ceu nos pode dar, transforma-se em frustracao, raiva e desalento, quando percebemos a realidade.

Ao ler esta entrevista ao Prof. Joao Lobo Antunes, agravam-se as minhas suspeitas...quando o caso `e serio, a ciencia nao vale nada!

Tive, recentemente, a confirmacao disso.

Saliento da entrevista, a referencia do Prof. aos medicamentos para " tratar " os doentes mentais. Infelizmente, tambem tenho experiencia nessa area. E o meu ponto de vista `e o seguinte:

Esse tipo de medicamentos nao trata coisa nenhuma...apenas torna mais facil a vida das pessoas que teem que conviver diariamente com os doentes. Digamos que o tratamento beneficia as outras pessoas e nao o proprio doente, que vai sendo atingido pelos efeitos secundarios.

E `e claro que engorda as farmaceuticas.

Sobre este tema, vou deixar aqui registado um facto:

Em 2010 trouxe para viver comigo, aqui no Reino Unido, um familiar meu que vivia em Portugal e que era medicado para o sistema nervoso ha mais de vinte anos. Veio o meu familiar e mais um saco grande cheio de caixas de comprimidos, pois diariamente tomava mais de vinte.

Quando apresentei aqui ao medico toda a medicacao, a fim de que fosse feita a ficha e pudesse comecar a levantar as receitas todos os meses, o medico nem queria acreditar. Logo na primeira visita reduziu para metade. Havia varios comprimidos de nomes diferentes mas que tratavam a mesma coisa.

Desta situacao fiz duas leituras...o medico de familia nao estava para se chatear e cada vez que o doente se queixava passava mais um, em vez de substituir...ou entao tinha comparticipacao em alguma farmaceutica.

E agora so um aparte...

Junto com este familiar veio outro, que andou durante anos a tomar um comprimido diario para doentes com cancro da prostata, sem que tal doenca tivesse. Estes comprimidos eram levantados gratuitamente no hospital de Evora, com a receita do medico.

Quando aqui chegou, o medico perguntou-me: - Ele tem cancro?

Eu respondi que nao, mas o medico quis ter a certeza e mandou fazer exames, quando veio o resultado, ele disse:

- nao toma mais estes comprimidos , porque sao para doentes com cancer e ele nao tem.

 

Porque tive que conviver durante muitos anos com esta realidade, a minha aversao a medicamentos `e de tal ordem que nunca na minha vida tomei um calmante ou qualquer tipo de comprimido para abrandar as minhas magoas , ou para me adormecer, em tempos de insonia. E olha que ja passei por momentos muito dificeis...

Porque hei-de tomar uma droga para subir a tensao, se posso resolver o problema tomando um cafe ou um licor?!

Porque hei-de tomar uma droga para baixar a tensao, se posso retirar todo o sal da comida?!

Porque hei-de tomar comprimidos para me acalmar, se posso usar a cabeca e olhar com olhos de ver, o mundo que me rodeia, e fixar-me num qualquer ponto que despertou a minha atencao?! Pelo menos, por momentos o factor que me pos fora de mim, perde importancia. Esta accao repetida quantas vezes for preciso diluira o meu problema.

Porque tomar comprimidos para dormir??? Ha tanta coisa que se pode fazer para estimular o sono.

Enfim...

Como `e evidente, este `e apenas o meu ponto de vista, mas para mim `e lei.

Aqui fica a entrevista ao Prof.

 

O "segredo" que o cérebro guarda. A doença maligna cerebral que parece invencível. A infelicidade. As diferenças matemáticas entre macho e fêmea. A esperança da restauração de funções num doente paraplégico que poderá estar escondida num sistema nervoso inacabado. A loucura.

As mãos costumam segurar alternadamente a ponta de um bisturi ou o bico de uma caneta. Sempre vigiadas por uns exigentes olhos azuis. João Lobo Antunes já editou dois livros de ensaios e é neurocirurgião.

A prática de uma investigação realizada ao longo de 13 anos no Estados Unidos mergulhou num sono profundo quando regressou a Portugal. Mas o investigador persiste em estar acordado. Sem hesitação, considera que o grande desafio das neurociências "é o cérebro". Um território misterioso que esconderá o segredo de sermos únicos entre os outros animais. E nas profundezas do cérebro vive também o campo fascinante da "regeneração nervosa" que poderá solucionar a "grande tragédia do sistema nervoso" – a recuperação de uma função.

E se perante as eventuais diferenças entre o homem e a mulher comemora: "Vive la différence!", o desalento torna-se óbvio com o "pouco progresso" no combate à doença maligna cerebral. Com a poesia a desafiar, o clínico diz que, actualmente, "a grande doença do espírito é a infelicidade", ou seja, a depressão. E quanto às técnicas terapêuticas, confirma o abandono da psicocirurgia, considera a eficácia dos electrochoques e alerta para os efeitos secundários de fármacos no tratamento de doenças psiquiátricas. Pelo meio, a irresistível tentação de uma frase que deve ser escrita: "Sabe que há tantas células nervosas como há estrelas no céu?".

Encarou o convite da Sociedade Porto 2001 para participar na conferência da acção "Os Outros em Eu", em parceria com o ciclo "O Futuro do Futuro", como uma provocação. O tema foi a loucura. 

PÚBLICO: A psicocirurgia desapareceu?
João Lobo Antunes: No princípio dos anos 1950 apareceram as primeiras drogas e a psicocirurgia desapareceu praticamente. Hoje faz-se muito pouco. Nós, nos últimos 15 anos, fizemos uma. Existem outras técnicas, não de destruição, mas, por exemplo, de neuroestimulação, ou seja, estimular com eléctrodos estruturas profundas do cérebro. E os electrochoques?

Os electrochoques foram uma coisa muito contestada; nos anos 60, naqueles movimentos da libertação da personalidade e autonomia, na sequência da contestação do poder de tudo o que era domínio. É que o o electrochoque, no fundo, fazia o indivíduo perder temporariamente o controlo sobre si. Aliás, o electrochoque chegou a ser banido pelo próprio estado da Califórnia, o que é uma coisa extraordinária. Na realidade, diga-se o que se disser, é uma técnica terapêutica eficaz e, muitas vezes, até é a única. Todas aquelas grandes terapias heróicas, como o choque insulínico, o choque do cardiosol, não foram puras invenções.

Actualmente, a terapêutica das doenças mentais faz-se através de produtos químicos...
Mas, repare que, ao contrário do que muitas pessoas dizem, muitos fármacos têm efeitos secundários que reduzem os doentes quase ao estado que uma lobotomia fazia. Medicamentos como os neurolépticos e outros dessa natureza. O uso de fármacos no tratamento das doenças psiquiátricas é uma realidade e alguns deles têm efeitos secundários que ficam. Essas drogas que mexem com a química, com os neurotransmissores, etc, estão lá a mexer em coisas. Não é propriamente uma panaceia.

Actualmente, qual é o "mal" da mente que mais afecta as pessoas?
Creio que a grande doença do espírito é a infelicidade. Quer dizer, infelizes sempre houve... Falo da depressão. Há cerca de 40 anos a depressão aparecia por volta dos 35 anos, actualmente é aos 28. O que significa que há factores sociais, culturais, entre outros, que fazem com que as pessoas se sintam deprimidas. Uma vida de competição diferente, algum esgaçar de laços familiares... O problema para um clínico é distinguir o que é que são factores psicológicos da doença e o que são factores orgânicos. Como é que eles se misturam, qual é a fórmula.

As imagens do cérebro que temos hoje, apesar de fascinantes, ainda não são suficientes para percebermos como ele funciona...
Sabe que há tantas células nervosas como há estrelas no céu? A imagem é ainda muito redutora e o cérebro é um mistério. Mas acho que o mistério é indispensável.

Qual é hoje o desafio das neurociências?
O desafio é o cérebro. Conhecer mais o cérebro. Porque estas novas técnicas de visualização em que se ilumina como uma árvore de Natal, uma luz aqui, outra luz ali, que começam a piscar quando se fazem determinadas tarefas, não nos diz tudo. De forma nenhuma. São aproximações.

E os genes, o genoma?
O problema fundamental do desafio do genoma é saber o que se fará com a informação. Quando se puder partir dessa informação para outra. Por exemplo, nós sabemos que partilhamos com o chimpanzé 97,5% dos genes. Mas temos de perceber quais são os genes que nos tornam unicamente humanos. É, de facto, uma coisa muito interessante.

E o segredo não está no cérebro?
Está, com certeza. Não está certamente na capacidade de saltar de ramo em ramo. De qualquer forma, a informação genética já interfere no campo das neurociências. Hoje em dia sabe-se perfeitamente qual é o gene que está envolvido na neurofibromatose, o "elephant man". O que serve para prevenção, para técnicas que limitem a perpetuação de um gene.

E quanto às diferenças entre o cérebro da mulher e do homem?
Essa é uma questão do ponto de vista biológico fascinante. Prende-se com o chamado dimorfismo sexual, as diferenças da forma, da morfologia, da dimensão, etc., entre o homem e a mulher, ou, num sentido mais lato, entre o macho e a fêmea. Uma das coisas mais complexas é que há muito poucos estudos cientificamente válidos que demonstrem que há diferenças importantes, do ponto de vista funcional, entre um homem e uma mulher. Estamos a falar de capacidades e aptidões. Provavelmente, das poucas aptidões que são diferentes é a habilidade matemática.

As mulheres são mais hábeis?
Matematicamente. É evidente que há receptores para as hormonas no cérebro que influenciam muito o desenvolvimento e se as hormonas sexuais estão lá, por alguma razão estão. Há nos roedores, nos ratos, claras diferenças nas estruturas, nomeadamente na zona do hipotálamo. Existe uma assinatura morfológica. Mas os estudos em humanos não são tão evidentes. Eu continuo a usar aquela expressão francesa: "Vive la différence!". Graças a Deus, o criador quis-nos diferentes... E a diferença é muito mais que física. Pode-se transformar uma mulher num homem ou um homem numa mulher, mas não se pode transformar a maneira de pensar.

Desde que regressou a Portugal que não se dedica à investigação. O que faria nessa área, se pudesse?
Sabe que, nos Estados Unidos, o meu trabalho de investigação foi sobre a regulação do cérebro da função reprodutora, no macaco. Fazia investigação sobre o hipotálamo, uma zona de comando do cérebro visceral. O trabalho tinha a ver com um fenómeno curioso, ainda hoje longe de estar bem investigado, que era a ciclicidade reprodutora, os ciclos menstruais. É uma das coisas fascinantes que falta perceber. O relógio biológico que nós temos, o ciclo do sono, da vigília, do alerta e do não-alerta, da resposta ao "stress"... Um dos relógios biológicos mais interessantes é o da ciclicidade reprodutora e o macaco "rhesus" era muito interessante, porque tinha a mesma ciclicidade e o mesmo padrão hormonal. Isto foi o que eu fiz durante para aí dez anos.

Mas, e agora?
Acho que o grande desafio são as chamadas células estaminais. Pensava-se que o sistema nervoso estava acabado, que as células já não se multiplicavam, que não havia potencialidades de renovação e diferenciação... e descobriu-se que não é verdade. Lá escondidas, em certas zonas, há células primitivas que se podem diferenciar de uma maneira ou de outra. A ideia das células nervosas terminais até poderem dar células sanguíneas, tal a potencialidade de diferenciação e de caminhos. Isso leva-nos à grande tragédia do sistema nervoso: recuperar a função depois de uma doença, de um traumatismo, por exemplo, no caso dos doentes paraplégicos. A restauração de função é dos grandes desafios da neurociência e a regeneração nervosa é um campo fascinante. Depois, obviamente, outra das coisas que continuam a ser uma tragédia é toda a parte oncológica. Nós continuamos com poucas armas para combater a doença maligna cerebral. Geralmente, quando é maligno, pouco há a fazer. É uma doença que mata e mata depressa. É um roer por dentro. E, de facto, nisso houve muito pouco progresso.

 

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publicado às 03:30

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