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A VERDADE QUE SOU EU

por sopa-de-letras, em 04.12.13

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publicado às 18:21


CARTAXO

por sopa-de-letras, em 04.12.13

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publicado às 18:17


PESCADOR QUE VAIS P'RO MAR

por sopa-de-letras, em 04.12.13

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publicado às 18:14


MARUJO DE LISBOA

por sopa-de-letras, em 04.12.13

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publicado às 18:13


...

por sopa-de-letras, em 04.12.13

Este amor é lindo!!!!!!:-) :-)

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publicado às 16:55


PARABENS DIOGO MORGADO

por sopa-de-letras, em 03.12.13
Como `e bom ver alguem da nossa terra tendo sucesso  a nivel mundial !
E que bem que ele fica no papel de Jesus !
Aguardamos ansiosamente " THE SON OF GOD ".


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publicado às 20:56


ACTRIZ POR MOMENTOS

por sopa-de-letras, em 03.12.13

Um trabalho da minha filha  no decorrer do curso, creio que no primeiro ano da Universidade.

Nao me sai la muito mal, apesar do meu ingles atabalhoado, tendo em conta que fui avisada que tinha que participar, no momento em que as filmagens comecaram.

Nao estava preparada psicologicamente, nem tive tempo para me produzir.

 

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publicado às 19:29


ADEUS TIO

por sopa-de-letras, em 03.12.13

Mal acabei de chegar a casa, recebi uma noticia triste. O ultimo dos meus tios faleceu hoje.

Quando ha tres meses, ele nao apareceu no funeral do meu pai, e me disseram, ele nao veio porque nao esta muito bem, eu pensei : se ele nao veio `e porque esta muito mal.

Sempre foram grandes amigos os dois.

Era o tio brincalhao, sempre bem disposto, sempre com uma piada para dizer.

Gosto de o lembrar assim.

Lembro-me dele desde que entrou para a familia, antes ate, quando comecou a namorar com a irma mais nova do meu pai, a tia Julia. Eu teria os meus cinco anos.

Ha coisas que nao se explicam...nao sei porque me deu hoje para escrever uma curta estoria, em que o rapaz chegava de bicicleta, com as calcas presas com molas. Era ele o rapaz, embora aquela estoria seja ficcao.

Nao vou poder dizer-te o ultimo adeus tio, mesmo que apanhasse o primeiro aviao, nao chegaria a horas. Vais ficar no mesmo local que a Suzy. Se for viavel, diz-lhe que morro de saudades dela. Um dia todos havemos de nos encontrar.

Descansa em paz tio Ze Pombinho.



 

 

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publicado às 18:56


TARDAVA

por sopa-de-letras, em 03.12.13


Como se fosse domingo, ela esperava `a janela, um tanto ansiosa.

Debruçada sobre o parapeito, esticava o pescoço, deitando os olhos para o fundo da rua. Mas nada.

Ainda era cedo, mas o tempo estava a custar tanto a passar!

Tinha saudades dele, tinha sempre saudades dele.

Mais uma vez olhava o relogio.

Ele nao tardaria, montado na sua bicicleta, com as pernas das calças presas em baixo, do lado de fora, com molas de estender roupa, para nao se prenderem , nem se sujarem nas correntes.

Como ela gostava de o ver chegar!

Vinha de longe, dum outro mundo a que ela nao tinha acesso. Mas, nem por isso eram menos presos um ao outro.

Aquele jeito dele de quem quer, mas tambem pode nao querer, mantinha-a pelo beicinho.

Pior que isso, aqueles olhos malandrecos, ameaçando de tudo serem capazes.

Ai....aqueles olhos....um dia, quando pudessem ter privacidade, havia de lhe beijar aqueles olhos milhares de vezes, milhoes de vezes!!!

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publicado às 13:10


ALIMENTAR O AMOR

por sopa-de-letras, em 01.12.13

 Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões.

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.

É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou.
Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros.

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

 

 

 

 

 

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publicado às 10:19

mytaste.pt

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