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PRIMEIROS AMIGOS

por sopa-de-letras, em 31.05.14

 

Da esquerda para a direita

1-  ?

2-eu

3-  ?

             4-Ze Antonio

                               em pe- Maria dos Anjos

 

Ao longo da vida vamos tendo varios amigos. Encontramos uns, perdemos outros, e outros ainda, ficam pela vida toda.

Nesta foto encontram-se aqueles que foram os meus primeiros amigos, tanto quanto me lembro.

Foi tirada no meu quintal , no Bairro de Almeirim, no mumero 22 da rua de Santo Antonio, em Evora.

Provavelmente foi tirada pelo vizinho Almiro que morava em frente, tinha um filho chamado Jorginho, e era fotografo.

Ele e a esposa, vizinha Maria, foram das primeiras pessoas a ter televisao la no bairro.

Foi em casa deles que eu e muitas outras pessoas la da rua, vimos a chegada do primeiro homem `a lua.

Voltando `a foto, o Ze Antonio e a Maria dos Anjos, eram irmaos e viviam na casa ao lado, e as portas de tras das nossas casas davam para o mesmo quintal.

As outras duas meninas eram primas deles, e estavam apenas de visita.

A vizinha Maria Joana, mae dos meus amigos, fazia umas batatinhas de borrif`o, que suspeito, tenham sido inventadas por ela, e que cheiravam por toda a vizinhanca, abrindo o apetite a toda a gente.

Eu era convidada de honra sempre que ela cozinhava as ditas batatas.

Estou convencida que ali nasceu a ideia para as batatas fritas, com sabor a vinagre, que actualmente se vendem em pacotes.

Nao sei bem a receita, mas sei que consistia em batatas fritas em casa, em rodelas grossas, passadas na frigideira, com uma folhinha de louro e borrifadas com vinagre.

Nao sei se levavam mais algum ingrediente.

Esta `e uma das varias coisas que ainda guardo na memoria, relativamente a esta familia.

Gostava de ainda voltar a ver estes amigos. A ultima vez que os vi, foi ha uns bons quarenta anos; eu vivia na Damaia e eles na Amadora. Depois perdi-lhes a pista.

Gostava sobretudo, de dizer ao Jose Antonio, que aquele banco de pedra, onde estamos sentados, e o respectivo muro, provavelmente ainda la estao no mesmo sitio, sem que nenhum de nos, nunca mais, tenha querido saber dele.

Isto porque ele gostava de me azucrinar a paciencia, dizendo-me:

- este muro `e meu....este banco `e meu....

Ao que eu um dia lhe perguntei:

-Ai `e? Foi o teu pai que fez com uma colher daquelas de tapar os buracos dos ratos?

( Referia-me `a colher de pedreiro, com que via, la no monte, o meu avo a encher de cimento, os buracos que os ratos faziam na parede do celeiro, junto ao chao).

Ja nesta altura mexia com o meu sistema nervoso, a forma como funciona ( ou nao funciona) o cerebro do sexo oposto {#emotions_dlg.default}. Ora o que `e que interessa quem fez, ou de quem `e??? Esta ali para as pessoas usarem !

Do lado da minha casa tambem havia um muro igual, mas nao tinha banco, e eu gostava de ir para

o banquinho, nao so pela companhia, mas tambem para me sentar.

Quem construiu o banco, que penso ter sido o meu tio Silvano e o cunhado Vale de Moura, colocou incrustado no cimento, a meio do banco, uma moeda de dois tostoes e uma de um tostao, a que eu achava piada. Varias vezes tentei arranca-las com a unha......missao impossivel.

Agora que ja sou grande, `e que percebo a intencao dos artistas....queriam dizer que alguem la deixou  " os tres vintens " , forma corriqueira de se dizer virgindade.

Tinham sentido de humor {#emotions_dlg.happy}

 

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publicado às 06:40

mytaste.pt



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