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MAE

por sopa-de-letras, em 25.02.14

 

Todos os dias sao diferentes uns dos outros.

Cada um, `e uma surpresa. Por vezes, varias surpresas.

Hoje nao `e excepcao.

Depois de termos vivido umas quantas decadas, ja nao ha muita coisa que nos surpreenda, a menos que teimemos em abranger o mundo com o olhar da crianca que ha em nos.

 

Hoje a tristeza esta presente.

Tristeza profunda. Tristeza que doi.

 

Amanha um novo dia, para viver.....ou nao.

 

 

 

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publicado às 20:12


JA LA VAO DUAS SEMANAS

por sopa-de-letras, em 24.02.14

DUAS SEMANAS SEM NICOTINA !!!!!!

 

NADA....ZERO....

 

NEM CIGARROS ELECTRONICOS, NEM ADESIVOS, NEM PASTILHAS, NADA..............

 

MAS `E DURO !!!

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publicado às 21:46


CATARINA CASTANHAS

por sopa-de-letras, em 24.02.14

 

 

 

 

 

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publicado às 19:39


CEM POR CENTO DE ACORDO

por sopa-de-letras, em 24.02.14
SEXTA-FEIRA, 2 DE MARÇO DE 2012

Um Dia Isto Tinha Que Acontecer.

 

(por Mia Couto)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. 

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. 

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

 

 

publicado por Zulmiro Sarmento às 15:12

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publicado às 19:28

TOURADA

 

O titulo deste post `e uma especie de dito popular, que ouvi, centos de vezes, da boca da minha mae.

Nunca dei muita importancia, embora percebesse que a minha mae acreditava plenamente quando o dizia.

So comecei a perceber o que era inveja, quando, ja adulta, a certa altura, num acerto de ordenado, fiquei a ganhar mais duzentos e cinquenta escudos do que uma das minhas colegas, que por sinal, ate entao ganhava mais do que eu, embora eu nao soubesse nem quisesse saber.

Ela fazia questao de ser muito correcta, picava o ponto as oito e meia em ponto, e as cinco e meia em ponto.

Se ficava alguma coisa importante por fazer, nao era problema dela.

Eu era uma anarquista, tanto picava o cartao a vermelho `a entrada, como o picava depois da hora `a saida, com quanto que nao deixasse assuntos importantes para o dia seguinte.

Dois diferentes pontos de vista, que pelos vistos eram observados.

Pois essa diferenca no vencimento originou uma perfeita tragedia grega.

Devo acrescentar que sempre me espantou que algumas pessoas soubessem os ordenados de toda a gente, quando eu sabia apenas o meu. Se ele estava de acordo com o trabalho que eu fazia, dava-me por satisfeita.

Esta pequena introducao, serve apenas para contar como a inveja me foi apresentada.

A partir dai, muitas vezes haveria de me cruzar com ela, pois Portugal deve ser um dos paises com mais invejosos por metro quadrado.

Esta cheio de gente que nao faz, nem gosta de ver fazer. `E uma coisa impressionante.

Cresci acreditando que somos um povo pacifico, trabalhador, honesto, simpatico, acolhedor, etc.etc.etc.

`E tudo mentira. Apenas uma pequena parte do povo `e assim.

Se muitas vezes me sinto triste por ter tido que emigrar aos cinquenta anos, e contra a minha vontade,

em momentos como este sinto um alivio por ser emigrante.

Na verdade estava fartinha de hipocrisia

Parabens Fernando Tordo

Parabens por, aos sessenta e cinco anos, teres a coragem de pegares na tua guitarra e virares as costas a um pais que nao te merece.

Vai em frente amigo, e veras que nao te arrependes

 

 

 

 

http://seisanosdepois.blogs.sapo.pt/portugal-igual-a-si-proprio-188169

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publicado às 18:03


PORTUGAL IGUAL A SI PROPRIO 2

por sopa-de-letras, em 19.02.14
No passado domingo 16.02.14, no concurso A TUA CARA NAO ME E ESTRANHA KIDS,
uma criança destacou-se das outras pelo seu natural talento.
Nao houve favorecimentos ou compadrios.
A menina é fantástica !!!
Na terça feira seguinte estava nas bancas uma revista que fez da menina sua capa.
Seria de louvar se......
ao invés de cozinharem uma estória mesquinha e deprimente, sobre a vida da criança,
tivessem pegado na sua verdadeira estória, e com ela tivessem feito sentir a todas as crianças,
participantes , ou não,
que o sonho está ao alcance de todos os que verdadeiramente têem talento e se esforçam.
Quem escreveu, nem precisava ser tão talentoso como a pequena artista,
bastava ser um pouquinho inteligente.
Podia fazer dinheiro na mesma, sem ser mesquinho.

 

 

 

 

 

https://www.facebook.com/tv7dias.pt?fref=ts 

 

A menina é pobre......e então?

 

Desde quando é que ser pobre é defeito?

Se o idiota que escreveu o artigo, fosse rico, não andava a escrever idiotices.

Muito pior que ser pobre, é ser pobre de espírito.

 

A menina tem sido criada pela avó.....e então?

 

Ainda bem que existem avós, e esta pelo que se pode ver, criou muito bem a neta.

A menina mostra um gosto enorme pelo que faz.

Parece feliz.

O mesmo não se pode dizer de certos adultos.

 

A avó tem que trabalhar depois da idade da reforma........e então?

 

Qual é o espanto? Desde quando o trabalho é vergonha ?

Se toda a gente agisse assim neste país miserável, talvez as coisas estivessem melhor.

 

 

palhaçada!!!!!!

 

Pessoal da dita revista, é melhor começarem já a inventar a estória da próxima semana, porque a miúda vai dar cartas.

Podem vender muitas revistinhas á custa dela, estejam atentos {#emotions_dlg.blink}

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publicado às 18:14


PORTUGAL IGUAL A SI PROPRIO

por sopa-de-letras, em 19.02.14

Carta ao pai

por João Tordo, em  19.02.14

Ontem, o meu pai foi-se embora. Não vem e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar. Tudo isto são coisas pessoais que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo. Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários à sua partida. Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros. Eu entendo o desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos. O que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos como todos nós - e como todos os autores destes singelos insultos -, fez aquilo que lhe restava fazer. Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das vozes mais apreciadas do público de hoje - Carminho, Carlos do Carmo, Marisa, são incontáveis - fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto nos for permitido ouvir música. Pouco importa quem é o homem; isso fica reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, as telenovelas e a vergonha. Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui - e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte - pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora. Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora.

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publicado às 18:03


...

por sopa-de-letras, em 18.02.14

AAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII..................BOLAS BOLAS........................

HOJE ESTA MUITO DIFICIL !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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publicado às 11:53


UMA SEMANA SEM TABACO

por sopa-de-letras, em 17.02.14

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publicado às 15:22


REVIVENDO O PASSADO

por sopa-de-letras, em 16.02.14

Abriu os olhos, tentando situar-se, no espaco e no tempo.

A voz que a despertou vinha do passado, a palavra pronunciada , tambem.

Cinco dias de cama, frio, dores, febre, vomitos...

Levantara-se na vespera, porque a mae precisava que a levasse ao hospital a fazer mais um raio x.

Sentia que devia ter ficado mais tempo de cama, ainda nao estava bem.

A voz da mae, quase apagada, ultimamente falava num tom tao baixo , tao baixo, que mal se percebia.

Dizia que nao conseguia falar mais alto.

Talvez fosse por isso que ela comecara a falar alto. Toda a gente se queixava do tom alto de voz que se habituara a usar. 

Talvez fosse uma especie de compensacao.

 

 

 

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publicado às 18:46

mytaste.pt

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